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  • Writer's pictureThyrso Guilarducci

Campanhas Preventivas

Updated: Jul 3, 2023

Dicas que contribuem para um trânsito mais seguro



Seguindo o modelo adotado pelo governo dos Estados Unidos, o órgão de Segurança no Trânsito daquele país chamado de FMCSA, publica periodicamente artigos com dicas e alertas que ajudam os motoristas na condução mais segura de seus veículos, assim como a postura das pessoas quanto pedestres.


Numa dessas postagens achei interessante a abordagem fazendo um paralelo dos veículos pesados diante dos menores. Algumas informações que normalmente não se aprende nos CFC e só a prática após obter uma CNH que vai colocando o motorista à prova de seu bom senso.


Mesmo motoristas veteranos nem sempre possuem total conhecimento dessas diferenças e das causas principais que podem colocar em risco a mobilidade entre ambos numa rodovia, por exemplo.




O alerta pela diferença de peso é importante porque muitos motoristas desconhecem que um caminhão, ônibus ou carreta não freia e para totalmente no mesmo espaço e tempo que um pequeno veículo. Pelo menos os veículos pesados mais tradicionais, pois uma nova geração de dispositivos em novos veículos aumentaram muito a eficiência dos freios, além de outras tecnologias que aumentam a segurança de modo geral.


Como regra de prevenção, numa situação de necessidade de parada súbita, atente antes se há algum veículo pesado muito "colado" à sua traseira. Talvez seja mais seguro uma manobra de evasão, sair da pista ou acessar algum local livre. Claro que tudo isso exige reflexos em milésimos de segundos desde a constatação do risco, da avaliação prévia e da atitude adotada.


Sabemos que um veículo pesado (e todos os demais) devem manter distância de segurança, seguir a regra de distanciamento que se aprende nos cursos de direção defensiva, mas entre a teoria e a realidade, infelizmente o que se vê e se sente são carretas coladas à traseira ameaçando a integridade das pessoas no automóvel ou outro veículo muito menor que uma carreta.


Numa ultrapassagem, esteja plenamente ciente da distância segura antes de voltar à sua faixa. Lembre-se que ficou para trás o tempo de caminhões lerdos que usavam até a 1a marcha numa subida. Atualmente esses veículos possuem muita potência, retomam a velocidade rapidamente e superam facilmente a arrancada de um carro 1.0. Por isso, muito cuidado, veja a carreta bem para trás no retrovisor antes de voltar à faixa. Na dúvida de haver tempo e espaço, não ultrapasse. Aguarde uma oportunidade mais segura.



Essa afirmação é válida relativamente, conforme já explicado acima. Seja como for, toda atenção à situação em cada fase da viagem. Nem todos os caminhões e ônibus nas rodovias são novos e de tecnologias avançadas.



Dirigindo seu automóvel e seguindo um caminhão ou carreta à frente, repentinamente ele reduz drasticamente a velocidade ao chegar numa curva. Muitos motoristas até se irritam pois não enxergam motivos aparentes para isso e fazem todos atrás reduzir a velocidade onde não seja possível a ultrapassagem.


O motivo está ligado ao fator de que os veículos altos e pesados são suscetíveis aos tombamentos com muito mais facilidade do que um automóvel. Desse modo, uma carreta saindo de uma rodovia e entrando numa alça de entroncamento, por exemplo, mesmo que o local esteja sinalizado a 60 km/h, o motorista da carreta muito prudente, vai a 30 km/h pois a velocidade da via não é a velocidade segura para o seu veículo naquele local.


Um caminhão betoneira pode tombar numa rotatória estando a 25km/h!












Crédito: Portal do Concreto



No Brasil não é muito comum ventos tão elevados que ameaçam o tráfego até mesmo de carretas. Em algumas regiões dos Estados Unidos muitas carretas vazias ou com pouco peso tombam transitando normalmente numa rodovia. Ventos fortes lateralmente à 80, 100 ou mais km/h provocam o levantamento das rodas do asfalto e daí para o tombamento é uma questão de segundos.


Para nossa realidade, vale uma precaução ao trafegar muito próximo de uma carreta, principalmente as mais altas como baús e câmaras frias. O deslocamento de ar pelos lados ocasionam esteiras turbulentas que podem desgovernar um carro pequeno, levar um motociclista à queda, especialmente as motos abaixo de 150 cc.



Esse tema é um dos mais polêmicos e lamentavelmente persistentes na resistência em obedecer as regras. Em qualquer curso de Direção Defensiva esse requisito é sempre abordado com muita ênfase: os instrutores chamam a atenção dos participantes para que nunca deixem de manter uma distância segura entre os veículos em seguimento.


Infelizmente o que se vê no cotidiano, principalmente nas rodovias e vias de trânsito rápido, são veículos de todas as categorias em alta velocidade "colados" no da frente.


Dirigir dessa forma é expor-se a riscos, aos demais usuários da via e, desnecessariamente dirigir de forma estressada, pois nessas condições é necessária atenção redobrada. Além disso, é uma infração de trânsito (não manter distância de segurança):


Art. 192 CTB Código de Trânsito Brasileiro

Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo: Infração - grave; Penalidade - multa.


É muito oportuno lembrar que como regra básica para automóveis, de dia, com pista seca e visibilidade boa pode ser de dois segundos para velocidades até 90 km/h e de 3 segundos para maiores velocidades dentro dos limites locais. Mas atenção: isso quando o condutor está atento, sem nenhuma distração e o veículo em perfeitas condições de manutenção, principalmente os freios.


Lembram da metodologia? Marcar um ponto fixo de passagem do veículo da frente e mentalizar dois segundos até o seu veículo passar pelo mesmo ponto. Se chegou antes de concluir 2 segundos, está muito colado. Tire um pouco o pé...

Mentalize a frase UM MILHÃO E UM, UM MILHÃO E DOIS que significa um tempo de dois segundos. Isso ajuda e sem uso de instrumentos.


Para os veículos pesados a regra é muito complexa e exige um conhecimento das características do veículo, da velocidade, das condições adversas na via, enfim, variáveis que podem alcançar até 17 segundos (equivalentes a mais de 400 metros à 90 km/h) e no mínimo 7 segundos (equivalentes a 175 metros) na mesma velocidade.


NOTA: Caso alguém deseje conhecer a tabela progressiva de distâncias conforme as variáveis do veículo e do ambiente, posso enviar a planilha. Basta enviar uma mensagem à respeito.



Veículos pesados exigem mais espaços para efetuarem curvas, pois do contrário passariam sobre calçadas, derrubariam postes e edifícios, além de atropelar pessoas. Por isso os condutores são portadores de CNH diferenciada nas categorias, que podem ser de C, D ou E além da necessidade dos cursos de especialização requeridos pelo CONTRAN, tais como:

  • Emergência - para ambulâncias, bombeiros e polícia;

  • Transporte coletivo de passageiros (ônibus);

  • Produtos Perigosos (MOPP);

  • Escolares;

  • Motofrete;

  • Mototáxi.

Observe a impaciência do motorista do carro vermelho na imagem acima. Ele espremeu-se pela direita e não respeitou a manobra da carreta que está fazendo uma conversão à direita, o que exige a abertura da curva um pouco pela esquerda para evitar que as rodas passem sobre a calçada.


Ao mesmo tempo o motorista imprudente ficou no ponto cego do motorista da carreta que certamente vai prensá-lo contra o meio fio.


OLHO VIVO NAS MANOBRAS DOS VEÍCULOS PESADOS!



Ainda o motorista do carro vermelho, agora numa outra situação, não parou seu carro antes da faixa de retenção no cruzamento. Isso afetou a passagem da carreta que precisou daquele espaço para completar a curva. A carreta não poderá dar marcha ré e o imprudente deverá sair invadindo o semáforo vermelho ou se conseguir, sair para os lados.


Poderia ter evitado esse transtorno apenas respeitando a regra!



Nem sempre a velocidade sinalizada pela placa é a ideal para as circunstâncias do momento. Você acredita que 100 km/h nesse nevoeiro da imagem seria uma velocidade segura?


Ajustar a velocidade conforme o cenário é uma atitude preventiva muito importante. Assim também são as regras para os pesados. Numa curva, 90 km/h pode ser permitida a velocidade, mas será fatal para uma carreta com o centro de gravidade elevado. Se não reduzir vai tombar com certeza.


Entenda e respeite essas leis da física e do bom senso!


Espero que essas dicas despertem a sensibilidade para que não seja surpreendido por algum evento que pode ser um susto apenas, um pequeno dano material ou o mais sério, um sinistro de trânsito que sempre significa vidas em risco ou de uma perda definitiva!


Boa viagem sempre!


NO TRÂNSITO, ESCOLHA A VIDA!


Thyrso Guilarducci


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