• Thyrso Guilarducci

As disciplinas acadêmicas

Updated: May 4


Direção Defensiva


Com mais essa Disciplina já estamos na número 7 de um total de 27 para serem resumidas neste Blog.


Vamos comentar a Direção Defensiva.




Nesse Curso o tema é subdividido em 3 etapas para melhor didática.


O objetivo primordial está na preparação dos motoristas para assumirem maior domínio em seus veículos e atentarem-se aos episódios que podem ocorrer por imperícia, imprudência ou negligência.


O fator de defesa está em manter os sentidos de alerta quanto aos demais motoristas e o que eles podem fazer e com isso atingir o seu veículo. A prevenção é uma postura de colocar-se à salvo antes de que em caso de acidente seu veículo seja envolvido.


O fator fundamental para defesa está na atenção em tudo que ocorre à sua volta, quer seja diretamente ou pelos retrovisores. A menor distração, como usar um celular ou ajustar GPS, conversar prolongadamente com passageiros, pode desviar sua atenção de uma roda de caminhão que se soltou e vem ao seu encontro pulando na pista.


Dirigindo com atenção constante, você terá tempo hábil para decidir se freia, desvia ou até acelera para sair da trajetória do objeto desgovernado (a roda) e não comete uma infração de trânsito por uso de celular ou usar apenas uma das mãos ao dirigir, por exemplo.


Quanto ao estudo, vejamos as três etapas:


1 - Direção Defensiva para automóveis, utilitários e veículos pesados


A Direção Defensiva pode ser resumida como dirigir evitando acidentes, não obstante as ações de terceiros e das condições de riscos que uma via pode apresentar que é chamada de condição adversa.


Muitas pessoas imaginam que a Direção Defensiva se resume em proteger-se de terceiros e até comentam que um bom motorista "Dirige por quatro" ao atentar-se aos movimentos à sua volta. Sim, isso faz sentido mas não esgota a Ação Defensiva.


Um veículo cuja manutenção foi descuidada poderá danificar-se em trânsito e dependendo da avaria, ocorrer a perda da direção, dos freios, pneus ou a suspensão, elementos que são fundamentais ao controle do veículo, principalmente em curvas, aclives e declives.


As estatísticas oficiais deixam claro que uma percentagem bem pequena dos acidentes ocorrem por problemas das vias. Alguma coisa próximo de 7%. Os problemas mecânicos em torno de 25% e o restante 68% (aproximadamente) são atribuídos aos condutores. Considerando que problemas mecânicos são praticamente falta de manutenção, restariam 93% de causas pelos motoristas restando apenas os 7% das vias.


Ser motorista com atitudes preventivas exige cuidados incessantes ao dirigir, nunca distrair-se com aparelhagens eletrônicas, leitura de papeis, documentos, manter diálogos extensos com os passageiros. Esse motorista é focado na atitude de dirigir e por isso antevê a situação à sua volta com tempo hábil para parar ou desviar o veículo.


Existem vários cursos de Direção Defensiva que ajudam e muito a conscientização nesse sentido. Eu aconselho não confiar unicamente na experiência de anos seguidos dirigindo. Pode ocorrer uma situação inesperada e desconhecida que favorece aos motoristas mais prevenidos evitar o envolvimento em acidentes.


2 - Pilotagem Defensiva em Motos ou Veículos de Duas Rodas


Manter-se seguro sobre um veículo instável regularmente é dobrar os cuidados pela maior facilidade de envolvimento de algum tipo de acidente.


Isso significa a posição de pilotagem, as técnicas para realizar uma curva, riscos de derrapagens em pistas molhadas, sujas, com detritos, areia, pedriscos, qualquer impureza que reduza o atrito dos pneus contra o pavimento podem atirar o condutor diretamente ao solo num piscar de olhos.



Pontos de atenção muito importantes para a segurança das motos.


  • Pilotagem defensiva

  • Check de prevenção

  • Equipamentos

  • Posicionamento

  • Atuação dos freios

  • Comportamento em curvas

  • Visibilidade e atitudes

Tanto os veículos de 4 ou mais rodas como as motos são todos classificados como tal, ou seja: são veículos, entretanto, numa colisão ou algum acidente por menor que seja, fatalmente resultará em maiores consequências físicas ao motociclista.



Imagem: acervo do autor


Sendo o piloto totalmente desprotegido, principalmente pelas laterais, qualquer acidente faz com que ele seja arremessado ao solo ou contra algum obstáculo ou veículo, ocasionando óbitos ou ferimentos graves, ainda que esteja usando roupas adequadas, capacetes regulamentado, botas, luvas, viseira abaixada, tudo isso ajudam muito na proteção do indivíduo, mas não será eficaz nos casos de maiores impactos devido às lesões e ferimentos internos.


Uma pilotagem segura é sempre condicionada à visão antecipada do percurso e as intenções e manobras dos veículos próximos. Isso assegura uma excelente redução das surpresas que acometem os incautos motociclistas.


Comportamento em curvas


Devido a tendência de que a moto seja impulsionada para fora da curva quando em velocidade, o piloto deve inclinar a máquina como forma de compensar essa força centrífuga. Quanto maior a velocidade ou o grau da curva, maior deverá ser a inclinação. Teoricamente isso trás em equilíbrio para manter a trajetória. Uma meia verdade, porque para tanto, é indispensável que a pista esteja absolutamente limpa, seca, sem nenhuma contaminação com óleos, graxas ou substâncias que provoquem derrapagens. Até mesmo areia, terra solta, pedriscos, podem fazer os pneus perderem a aderência e a queda é inevitável.


Outra questão fundamental em motos é manter os pneus sempre calibrados, com boa profundidade dos sulcos que drenam as águas. Evitar transitar sobre sujeiras e resíduos na pista diminui a probabilidade de algum furo nos pneus. Se o pneu traseiro perder a pressão muito rápido, como num estouro, é muito difícil manter o equilíbrio nessas condições. A moto ficará desgovernada e com velocidade poderá derrubar o piloto.


Ao colocar pneus novos na moto tenha muito cuidado com a camada de cera na banda de rodagem e nas laterais. O piloto poderá sofrer uma queda por derrapagens mesmo em pistas secas. Os primeiros 150 km rodados são críticos.


Os detalhes de cada instância desse ponto é bem extenso e realmente adverte pela Segurança dos Pilotos e aos demais condutores e pedestres.


3 - Manutenção Preventiva e Mecânica Básica


A importância da Manutenção Preventiva e corretiva é fator indispensável à boa contribuição pela Segurança no Trânsito. Automóveis, caminhões, motos e até bicicletas sem manutenção significam riscos de acidentes além de transtornos com a imobilização inesperada por uma pane.


Como a própria palavra PREVENTIVA alerta, manter um veículo em ordem é uma prevenção contra uma falha, uma quebra de componente ou fadigas que fazem um veículo parar onde esteja, pode ocasionar a perda da direção ou os freios deixarem de atuar.


A Manutenção Preventiva possui função de assegurar que as peças e instrumentos de um veículo sejam ativas até a previsão de suas durações, podendo ser em quilômetros rodados, indicadores de desgastes ou em horas trabalhadas. Pode parecer dispendioso trocar uma pastilha de freios se o veículo está respondendo bem às frenagens. Mas se chegou no limite, a qualquer momento o atrito no disco será de ferragens contra ferragens. Não resultará em frenagem e isso levará a um acidente.


MANUAIS DO PROPRIETÁRIO


A melhor forma para administrar as manutenções é seguir o Manual do Fabricante o qual determina o que fazer e em quais intervalos, normalmente por km ou tempo corrido como horas, meses ou anos.


INSPEÇÕES PRÉVIAS


As inspeções prévias que podem ser diárias, semanais ou em outros períodos são fundamentais para a segurança. Isso também é demonstrado em cada Manual do Proprietário do veículo. Nunca deixe de seguir as recomendações.


OS "VELHINHOS"


Possuir um veículo com 20, 30 anos ou mais não é uma opção do proprietário pelos caprichos ou amor ao carro. Na maioria das situações são as razões econômicas devido ao alto custo da aquisição de um modelo mais recente ou zero km.


Possuir um "velhinho" não é nenhum demérito desde que esse veículo seja devidamente revisado e todos os seus componentes em ordem, principalmente os equipamentos obrigatórios.


É importante manter o sistema elétrico rigorosamente revisado e provavelmente os faróis originais já não mais têm uma iluminação ideal. O ideal é substituí-los por novos, assim como as lanternas e as setas. Limpadores de parabrisas são também importantes, assim como freios, direção, suspensão etc.


Ao comprar um veículo usado, se investir 100% de seus recursos na compra, pense bem antes de fechar negócio porque uma manutenção de segurança não tem custo baixo . Talvez seja melhor optar por um outro carro mais em conta e aplicar parte do dinheiro na revisão e manutenção que certamente será necessária.


As garantias de 3 meses ou 3.000 km oferecidas pelas lojas de carros usados estão limitadas a motor e câmbio. Isso é ilegal perante o Código de Defesa do Consumidor mas, assim funciona e se exigir seus direitos somente será possível através de meios jurídicos.

Imagem crédito: Pixabay



Não importa se o veículo é um veterano. É necessário mantê-lo em dia com a manutenção.


Dirija sempre preventivamente!


Obrigado pela leitura.



Thyrso Guilarducci

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