• Thyrso Guilarducci

As disciplinas acadêmicas

27 - Geografia Geral e do Turismo


E X T R A



Com esta publicação finalizo a série As Disciplinas Acadêmicas na qual apresentei cada uma das 26 disciplinas que perfazem o conteúdo programático do Curso Superior de Segurança no Trânsito.


Essa disciplina não integra a grade do curso, pois é uma opção livre entre outras pelos alunos para atingir a carga horária exigida pelo Ministério da Educação.

Minha escolha sobre a Geografia vem ao encontro de uma predileção pessoal e por entender que os deslocamentos no país ou no mundo dependem da segurança no trânsito, mesmo para quem não vai dirigir.


Um descuido numa viagem pode pôr a perder uma atividade de negócios ou lazer, como por exemplo um atropelamento, um acidente de trânsito com veículo alugado, enfim, os chamados imprevistos que possam significar transtornos muito sérios a encarar.


Essa disciplina segue o mesmo padrão das demais resenhas, separando os temas em módulos. Nesse caso serão quatro assim nominados:


1 - Geografia & Turismo


2 - Cartografia no Turismo e Ciências


3 - Sites ou locais para o turismo


4 - Turismo como propulsor de crescimento regional


Imagem: Honolulu - Hawaii USA / acervo do autor


1 - Geografia & Turismo


A Geografia possui estreita relação com o turismo devido a interação entre ambos os elementos. É praticamente impossível a organização de uma viagem de turismo sem se ater às mínimas questões geográficas. Distâncias, acessos, meios de transportes, influências climáticas, limitações sociais e políticas, fatores financeiros etc.


O turismo em si é um mergulho nas condições físicas, psicológicas, cultural, educacional, social, econômico e muitos outros condicionantes que distinguem a mobilidade humana pela amplitude do conhecimento, da experiência e paixão.


A simples visualização de um novo panorama significa em si um fenômeno cultural que implica em planejamento como transporte, valores, meteorologia, previsões de acessos, limitações, riscos e oportunidades que todos medidos resultam na decisão de usufruir o lazer pretendido.


Nesse módulo são detalhados aspectos como a importância de uma sólida pesquisa preliminar antes de uma viagem pode significar o sucesso (satisfação) e decepção (picuinhas) que só criarão imagens negativas pelos resultados.


Assuntos como tentar num país que exige visto de brasileiros e conciliar o tempo necessário para o trâmite antes de comprar um bilhete aéreo. As pesquisas em sites confiáveis orientam ao viajante (turismo ou negócios) reduzir ao máximo as ocorrências imprevistas.


Mesmo para os mochileiros que encaram longas viagens pelo Brasil e pelo mundo, um planejamento propicia redução de tempo e dinheiro como por exemplo, épocas em que passagens de transportes locais ou internacionais são mais reduzidas. As chamadas baixas estações.


Um exemplo clássico que já desapontou muitos brasileiros é a tentativa de entrar no Canadá dirigindo carro ou como passageiro de trem ou ônibus procedente dos Estados Unidos. O fato de possuir o visto americano não abre as portas da imigração canadense, a menos que a chegada seja por via aérea. Todos esses detalhes quando pesquisados evitam aborrecimentos e frustrações.


Para quem não possui paciência e nem habilidades nesse sentido, o recomendado é uma boa agência de turismo que pode filtrar todos esses requisitos e muitas vezes com um preço similar aos comprados individualmente devido às facilidades que as companhias aéreas, hotéis, trens, ônibus e locadoras de veículos possuem acordos tarifários com agências ou agentes de turismo.


O estudo dessa disciplina não se limita às questões de mapas e viagens. Aprofunda-se na história de ambos assuntos como uma ciência secular e nos períodos de pós guerras mundiais de 1914 e 1939 e como isso afetou o curso desses dois elementos dando maior oportunidade àqueles que conheciam os terrenos por onde pretendiam invadir.


O estudo da geografia como organização do espaço local ou mundial, incluindo as diferenças espaciais causadas por influências humanas ou biológicas.


A geografia pode ser subdividida em temas para fins didáticos, dentre eles:


  • Física

Detalhes físicos da natureza como o relevo, hidrografia, vegetação, clima, oceanos e grandes rios entre tantos mais fatores geofísicos com suas influências no planeta e em cada região particularmente.

  • Humana

Distribuição étnica e características populacional, povos, idiomas e dialetos, culturas diversificadas, as miscigenações e conglomerados humanos com suas causas e efeitos.

  • Cultural

Uma das mais atrativas funções nos estudos pela diversidade humana quanto aos costumes, artes, religiões e rotinas adotadas em regiões ou nações. Incluem-se as gastronomias, alimentos típicos, folclores etc.

  • Econômica

Nesse aspecto são estudados os impactos envolvendo a produção e a sociedade como um todo, as divisões sociais em classes e o avanço na globalização. Pode-se atribuir uma espécie de muita coincidência nesses estudos com a sociologia e a história natural.

  • Médica

Esse capítulo não é muito estimulante ao turismo propriamente dito , mas atua como metodologia informativa para fazer frente às diversas ações de erradicação de patologias regionais ou localizadas. O atual quadro pandêmico pela Covid 19 é um exemplo de como o mundo entende e se ajusta quanto aos deslocamentos físicos nos países com altos índices de contaminações, sejam por covid ou outros males.


Em tempos de menores impactos como o atual, as altas especialidades médicas em alguns países fomentaram muitas viagens a países referências como os Estados Unidos com elevado grau de tratamentos do câncer em Dallas ou Baltimore, o Brasil que foi uma referência internacional em cirurgia plástica e assim por diante.

  • Política

Também conhecida como Geopolítica, aborda as questões de raízes na formação de uma nação ou Estado. Muitos Sistemas Políticos, como a Arábia Saudita, por exemplo, restringe muito o acesso ao turismo restringindo-os às ocasiões religiosas anuais de Meca ou Medina.


A Geografia política normalmente estuda as imigrações e influências de ideários que possam alterar o sistema dominante e assim adotar medidas prós ou contra a nova vertente que tanto pode ser um estímulo como uma ameaça.


Países oligárquicos costumam banir a permanência de estrangeiros que se constituem riscos á soberania política assim como fechando os acessos imigratórios sob severa fiscalização preventiva.


2 - Cartografia no Turismo e Ciências


Uma representação gráfica (ou atualmente digital) de cidades, rodovias, ferrovias, pontos de interesses, formam mapas de orientação e são os principais elementos da cartografia.


Nas décadas passadas os melhores mapas eram idealizados a partir de levantamentos por fotos aéreas ou fotogrametrias com o uso de aeronaves minuciosamente preparadas para voos perfeitamente esquadrinhados em altitudes constantes para uma sequência de fotografias ordenadas uma a uma e marcadas pela equipe técnica como referências as latitudes e longitudes de cada foto para serem as bases de transformações de mapas definitivos impressos numa escala determinada.


Isso tudo demandava um trabalho extenso, custoso e demorado, pois nem todos os dias eram limpos e de bons visuais para tanto. Assim, um mapa deveria ter uma validade de décadas e por isso perdiam as atualizações.


Com a ampliação do uso das imagens de satélites, a cartografia deu um salto qualitativo sem precedentes pela precisão das informações, disponibilidades imediatas e atualizações conforme cada necessidades para as modalidades impressas.


Uma ferramenta do Google chamada de Google Earth proporciona uma visão espetacular do planeta Terra e sendo possível visualizar desde os Polos Norte e Sul até qualquer ponto de geográfico. A resolução é muito boa porém por questões legais e acordos internacionais, o limite do zoom não chega a definir traços maiores para identificação de maiores precisões, solução exclusiva dos órgãos de segurança norte americanos. Ainda assim, com imagens virtuais geradas por modelagens 3D pode-se "viajar" o mundo .



Outra plataforma do Google é o Maps que possui uma interação excelente e é utilizada como navegador em tempo real ou com arquivos salvos offline com bons recursos de caminhos e opções de trajetos.


No exemplo abaixo uma simulação de percurso entre Cariacica, ES para Teofilo Otoni, MG, mostrando as opções de rodovias, distâncias e tempo estimado da viagem por carro. No exemplo a melhor opção 498 km via BRs 259/381 e 116 em 7:23h



Nesse módulo de aprendizado são explicadas a associação da cartografia com o SIG Sistema de Informação Geográfica que permite uma ótima precisão de informação para alimentação de infinitas bases de dados, por exemplo o IBGE.


Outro ponto interessante é uma abordagem na linha do tempo sobre mapas, desde seus conceitos primitivos até o momento presente com tecnologias de altíssimo grau.


As navegações dos séculos XIV e XV utilizaram muito a cartografia realizada por cientistas da época com base na posição das estrelas e dos astros em geral. O período conhecido das Grandes Navegações foi feito com cartas primitivas e com muitos erros, porém a capacidade de navegação com lunetas possibilitaram muitas viagens bem sucedidas.


O sextante (imagem abaixo) foi um instrumento tão poderoso no século XVIII que permitiu estimar cursos corretos com base em posição dos astros além de medir distâncias nas superfícies terrestres. Esse instrumento hoje rudimentar é ainda considerado um equipamento de precisão para emergências náuticas, quando tudo falhar e restar a navegação visual para sair do problema. Até cinco décadas passadas também as aeronaves comerciais dispunham de um sextante estrategicamente mantido numa gaveta para ser usado em último caso. Atualmente nenhuma aeronave moderna utiliza esse instrumento nem mesmo para backup.


Crédito: Pixabay


Cartas Aéreas de Navegação


A cartografia fornece mapas para navegação aérea. No caso a nomenclatura correta é CARTA DE NAVEGAÇÃO. Essas cartas são de diversos tipos e escalas, tais como um mapa rodoviário no qual uma aeronave deve trafegar. Cartas de aeródromo, de saída, em rota, de chegada e de pouso são alguns exemplos utilizados numa etapa de voo entre duas localidades. Os instrumentos de navegação modernos nas aeronaves fazem com que a trajetória do avião siga exatamente no eixo ou ao (lado em offset) dessas rotas pré definidas e chamadas de aerovias.


O uso da automação eliminou uma bateria de cálculos e controles manuais para seguir uma determinada rota. Por exemplo a combinação do FMC Flight Management Computer com Auto pilot (Piloto automático) aliados ainda como FD (Flight Director) ou Diretor de Voo aliviam a carga de tarefas do Comandante e Copiloto, embora ambos possam em situações adversas desprezar tudo isso e seguir a navegação através de instrumentos primários como VOR, NDB e até mesmo as referências visuais.


Na imagem abaixo uma seção da Carta de Área do Espaço Aéreo de Juneau, Alaska, USA.

Crédito FAA USA Gov and Sky Vector Charts


Além dos mapas e cartas existem ainda as Plantas que são uma elaboração do desenho de determinada área sem distorções. Muito usadas para representação técnica na construção civil ou indústrias.


Nesse estudo uma abordagem específica demonstra a variação de tipos de projeções que são usadas em mapas ou cartas. Isso porque a representação plana de uma realidade esférica, total ou parcial, sempre resultará em distorções. É como se rasgasse uma bola de futebol e esticasse a camada externa numa mesa. Algumas partes serão repuxadas mais que outras. Essas distorções ocorrem nos mapas de grandes escalas. Uma curiosidade nesse sentido são as regiões polares que na representação Mercator, torna a visualização da Groelândia muito maior proporcionalmente do que é representada na realidade.


Para finalizar esse módulo, muito extenso por sinal, estuda-se as coordenadas geográficas, Latitudes e Longitudes, as Declinações Magnéticas que diferem do Norte Verdadeiro e do Norte Magnético, as unidades de medidas como quilômetro, milhas terrestre, milha náutica, o nó e muitos detalhes relacionados com mapas, cartas, plantas e orientações no planeta.


3 - Sites e Locais de Turismo


A palavra site nesse caso não se trata de uma página na internet e sim um espaço físico determinado em uma rua, numa cidade, em algum Estado, Nação ou no Mundo. Cada país possui suas referências turísticas e isso é um potencial de desenvolvimento econômico e cultural que chega a ser um fator concorrencial.


O turismo não se limite a uma visitação de contemplação. Por exemplo, sair do bairro da Savassi em Belo Horizonte, MG e ir ao Rio de Janeiro, RJ visitar o Alto do Pão de Açúcar. Nos bastidores dessa simples viagem turística existem inúmeros fatores a considerar:


Podemos verificar:


  1. Quantidade de pessoas

  2. Modo de viagem

  3. Apoio em viagem

  4. Orçamento e meios de custeio

  5. Previsão meteorológica

  6. Tempo estimado de deslocamento e permanência

  7. Hospedagem

  8. Alimentação

  9. Documentação

  10. Lista de utensílios e pertences pessoais indispensáveis

Cada item desses acima, possui sub itens importantes para listar:


1) Quantidade de pessoas implica na disponibilidade de espaço no veículo se for o caso, nas acomodações de hospedagem, na alimentação e particularidades íntimas.


2) Carro, avião, ônibus, trem, cada modalidade exige preparativos individuais. O carro, uma revisão de segurança, abastecimento, quem vai dirigir, documentação, etc. Via aérea as facilidades de locomoção na saída e destino, será com táxi, carro alugado, Uber etc.


3) Se a viagem for de carro, há abastecimento na rodovia?, não existem restrições?


4) Orçamento deve considerar despesas per capita com alimentação, hospedagem, inclusive custo de despacho de bagagem por ônibus ou aéreo.


5) Previsão meteorológica é fundamental a ponto de inviabilizar a viagem. Chuvas intensas, além dos riscos na viagem a decepção visual na visita ao ponto turístico.


6) O tempo previsto está intimamente ligado com o orçamento e disponibilidade de cada integrante. Isso deve ser cuidadosamente pensado.


7) Hospedagem de todos num só quarto, de todos em quartos separados, ou parte em um hotel e outros em casas de amigos e familiares. Esses dados alteram os custos e tempo de reencontros para os passeios.


8) Alimentação é item importante e muito caro. Deve ser considerado em mínimos detalhes. Alimentação apropriada a bordo ajudam muito.


9) A falta de algum documento pode causar transtornos para a viagem antes mesmo dela iniciar. Por exemplo, um passageiro do voo não levou a identidade. Além disso, documentação de carro se for o caso, habilitação, cartões de crédito e débito. etc


10) Remédios que foram esquecidos e não podem ser comprador porque a receita ficou em casa. Crianças que não dormem sem seus brinquedos preferidos, carregador de celular e o próprio celular. Itens que se esquecidos causam transtornos.


Todos esses itens acontecem "no automático" para quem costuma viajar sempre, mas para eventuais, o melhor é preparar um check list preventivo e valer-se do mesmo.


Passeio ou Negócios


O turismo leva-nos invariavelmente à uma dessas duas opções. Para que algum questionamento possa pretender adicionar mais categorias, podemos agrupa-las assim:


Passeio = Contemplação, visitação de espaços públicos, museus, casas de shows, eventos desportivos, caminhadas despretensiosas, templos, encontros religiosos, visita à amigos ou familiares, cassinos, galerias de arte e tudo o mais nessa linha.


Negócios = reuniões, congressos, feiras, compra e venda de bens, prospecção de mercado, estudos, tratamento de saúde e outros motivos na mesma linha


Em ambas as possibilidades, há ainda o duplo que pode misturar algum negócio com lazer, uma excelente opção econômica principalmente em viagens internacionais. Isso nos faz refletir sobre um bom planejamento para os dois momentos e revendo então o exemplo da família que sai de Belo Horizonte para passear no Rio de Janeiro, sendo um casal e dois filhos, o foco está totalmente voltado ao lazer.


Imagine um incidente de quebra do veículo em plena BR-040 ao passar próximo a cidade de Juiz de Fora, MG. O motor parou de funcionar devido a uma falha grave. O SOS da rodovia resgata o veículo e leva-o até um Posto de Serviços na beira da pista.


O passeio ao Rio de Janeiro já foi comprometido porque o veículo deverá ser consertado com previsão de 3 dias de serviços e altos valores para tanto. A viagem começou na Sexta feira no começo da noite e a família pretendia chegar por volta de 2 horas da madrugada do sábado no Rio. Entrariam no hotel que já está com todas as diárias pagas antecipadamente por serem promocionais e não há reembolso. Devido o problema do carro, foram para um hotel em Juiz de Fora e o carro somente será reparado em Belo Horizonte na 2a feira.


O passeio malogrou, a família voltou de ônibus para Belo Horizonte, o carro foi guinchado até a residência e levado no começo da semana para a oficina de confiança em BH.


Crédito: Pixabay


Olhando pelo lado da conformidade, felizmente foi um problema mecânico e não um acidente. Todos estariam bem embora frustrados. Conclusão do episódio, será que não seria mais interessante todos viajarem de ônibus ou avião sem os riscos de dirigir uma noite inteira com cansaço e estresse por dirigir 450 km do bairro Savassi em BH até o Pão de Açúcar no Rio?


Mesmo se fosse uma viagem a negócios, o ideal viajando só seria ainda o deslocamento aéreo ou ônibus e no destino optar por carros de aplicativos ou mesmo alugar um para o caso de múltiplos pontos de visitas. Se o ônibus quebrasse, em algumas horas a empresa colocaria um de reserva e completaria a viagem, diferente de estar no próprio veículo que pode simplesmente pôr tudo a perder.


Essa novela toda para resumir que o turismo não pode estar refém de imprevistos prováveis. Por isso um bom planejamento considera hipóteses mais prováveis que devem ser evitadas se provocarem o impedimento do evento.


Antes que as críticas sejam contundentes, eu concordo com uma dose de aventura numa etapa turística. São os riscos conscientes, mas convenhamos, cancelar um programa turístico por falta de planejamento é realmente nada bom pelos desapontamentos e prejuízos financeiros, sem contar o tempo que provavelmente consumiu parte das férias ou licença de alguns dias.


4 - Turismo como propulsor de crescimento regional


Nesse último módulo estuda-se a transformação de uma simples cidade em ponto de interesse por alguma atividade atrativa além dos próprios limites territoriais. Os estudos começam pela própria definição do sentido territorial: o que significa, tanto no sentido de extensão física como de domínio político.


O controle de um território pode e deve propiciar a proteção de seus recursos naturais, uso do solo e extrativismos sem sustentações de manejos, devastações da flora e fauna e outras agressões ao ambiente onde se localiza.


No Brasil e no Mundo existem inúmeros locais que são ainda mais protegidos como os Parques Nacionais com suas reservas florestais, mananciais e clima. Felizmente, o turismo pode muito bem oferecer a integração do homem nesse meio através de programas de manejo que não agridam o eco sistema pelas visitações ou mesmo pelas ocupações ilegais ou criminosas ambientalmente falando.


No Brasil o principal organismo dessa natureza é o IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis pertencente ao Ministério do Meio Ambiente.


Com poderes de polícia, o IBAMA tem atuado preventiva e ostensivamente na fiscalização do ambiente brasileiro, embora há muito ainda por conseguir, principalmente no desmatamento e minerações ilícitas na região amazônica. A rigor, qualquer projeto de indústrias que pretendam construir uma planta produtiva, como uma fábrica de automóveis ou qualquer outro bem, necessita de uma autorização formal do IBAMA sobre os impactos previstos tanto na construção como na operação futura devendo adotar medidas compensatórias como créditos de carbono pelos danos locais e consecutivos da produção. Além disso, as vegetações afetadas são objetos de criação de novas áreas como reservas de terras devolutas pelo desmatamento provocado no caso de florestas nativas.


Atualmente as concessões de licenças ambientais demandam muito tempo e estudos técnicos para permitir a construção de algum novo empreendimento de porte.


Parques públicos como fonte de vida para regiões


Algumas regiões no Brasil possuem em suas fontes de rendas principais o turismo dirigido e rigorosamente controlado pela preservação de suas riquezas naturais. Cidades inteiras vivem desses recursos como Bonito, no Mato Grosso do Sul, Região de Alto Paraíso de Goiás, GO com a Chapada dos Veadeiros, a Chapada Diamantina na Bahia entre muitos outros locais. Quem visita as lindas praias do nosso Nordeste ou as montanhas das serras gaúchas guardam lindas lembranças para lotar o Instagram de curtidas!


No meu estudo dessa disciplina eu produzi um trabalho acadêmico produzido por pesquisas e também por experiências pessoais em dois pontos turísticos muito interessantes. Um no Brasil e outro no exterior


No Brasil


A Chapada Diamantina com o turismo sustentado e detalhes para visitação, trajetos, facilidades e dados informativos.


Imagem: Folder produzido sobre a Chapada diamantina: acervo pessoal


No exterior


O Estado do Hawaii pertencente aos Estados Unidos da América do Norte com suas riquezas naturais e a preservação da natureza herdada dos costumes sagrados das tradições polinésias não apenas nas Ilhas Hawaiianas como também na Região do Pacífico como Bora Bora, Papeete, Tahiti, Kirimati, e outras localidades sob domínio francês, holandês, Neo Zeolandês e até Chileno como é a Ilha da Páscoa.


A vastidão do Oceano Pacífico, o maior do Planeta com suas profundezas e desafiantes para as travessias entre as centenas de Ilhas e o Continente.


O foco desse trabalho foi centralizado na Ilha de Oahu, a capital do Estado e maior cidade que é Honolulu. Os detalhes sobre os rigorosos manejos e controle dos visitantes são vistos desde a chegada nos aeroportos das Ilhas assim como a cultura da população que tem na história dos Reinados de Kamehameha o respeito pela vida em todos os sentidos.


Imagem: Praia de Waikiki, Oahu / Hawaii - acervo pessoal


Conclusão


A disciplina Geografia geral e do Turismo de fato é uma gigantesca fonte de informação e de inspiração no equilíbrio técnico e emocional pelas oportunidades que elevam o espírito pelas viagens inesquecíveis.


Finalizo essa Publicação com uma imagem icônica de uma fotografia a qual fiz sobre a Cordilheira dos Andes na região da divisa entre o Chile e a Argentina com uma exuberância de tirar o fôlego.



Agradeço pela leitura e meus agradecimentos especiais ao amigo Alex Alberto Furlan, muito competente Instrutor de Trânsito com habilitações múltiplas como MOPP - Cargas Perigosas, Veículos de Emergência, Transporte Coletivo de Passageiros, Transporte de Escolares, Cargas Indivisíveis, além das aulas para alunos dos Centros de Formação de Condutores iniciais na cidade de Osasco, SP


O Alex enviou uma mensagem interessante sobre nossa Campanha Permanente de Segurança no Trânsito, postada logo abaixo.


Um abraço a todos


Thyrso Guilarducci



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